MALECENCIA

Maneira Legal de Consciência.

12 Junho, 2009

MEMÓRIA DA IMPRENSA BAIANA



Vídeo mostra trajetória do célebre jornalista baiano Jorge Calmon

No último mês de maio a Faculdade da Cidade do Salvador apresentou o vídeo documentário sobre a vida do lendário jornalista baiano, Jorge Calmon; diretor de Redação do jornal A Tarde por quase 70 anos. O curta de pouco mais de 40 minutos revela um homem lúcido, próximo dos 90 anos, que chefiou a Redação do maior jornal do Norte Nordeste do país desde 1936.

Com essa propriedade, Jorge Calmon foi parte viva da história do Jornalismo baiano do Século XX. O Filme teve a produção, pesquisa e direção do jornalista baiano Roberto “Gaguinho”, que foi fotojornalista de A Tarde, e criador do Jornal da Ilha, na Ilha de Itaparica.

Gaguinho levou seis meses para levantar os dados referentes à vida de Jorge Calmon e da imprensa baiana; reunir imagens de arquivo, além de ter que convencer o modesto jornalista, depois de alguns encontros, da sua importância no cenário da Comunicação Social na Bahia. “Tive umas três ou quatro reuniões com Jorge Calmon para convencê-lo da importância da sua história,” revela Gaguinho.

Com ricos depoimentos de figuras ilustres e emblemáticas do jornalismo baiano, o Vídeo conta com a participação de Samuel Celestino, Jorge Calmon Filho, Agostinho Muniz, Helo Sampaio, entre outros.

O Documentário reúne de forma bastante condensada a história de vida de um dos últimos remanescentes do Jornalismo clássico da Bahia, momento esse que Jorge Calmon presenciou, do Jornalismo Literário, passando pela adoção do lead, até os dias atuais, com a informatização das redações. Motivos de sobra para que, Memória da Imprensa Baiana, seja um material indispensável para estudo de jornalistas e egressos na
profissão.

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18 Abril, 2009

MOSTRA FOTOGRÁFICA CONTRASTES DA CIDADE

Galeria Pierre Verger exibe as diferenças no cotidiano da Cidade Baixa

Ficam expostas na Galeria Pierre Verger (Fundação Cultural - Barris) até o dia 10 de maio, as imagens que participaram do II Concurso de Fotografias da Faculdade da Cidade do Salvador neste mês de abril.

Nesta edição o tema foi Contrastes da Cidade, que premiou as melhores imagens que retratam diferenças na parte Baixa de Salvador.

A fotografia vencedora foi a da estudante de Jornalismo, Priscila Rodrigues, que levou uma câmera digital pela foto, “A Cidade e Suas Mazelas". A entrada é franca.

1º lugar: "A Cidade e Suas Mazelas" , por Priscila Rodrigues.

2º lugar:"...e Nós Resistimos..." , por Leonardo Rabelo.

3º lugar: "O Sol Nasce para Todos", por Hebert Araújo.

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15 Janeiro, 2009

JÚLIO VERNE: INFLUENCIADO E INFLUENCIADOR DE CONQUISTADORES


No passado, ser um navegador era poder descobrir novas terra e participar de inúmeras aventuras, e por conseqüência disso, acumular muitas historias para contar. Esses contos, que deixava qualquer garoto com os olhos brilhando, faziam sua mente viajar por países nunca antes explorados.


Em 1839, Júlio Verne, de tanto ouvir histórias de velhos marinheiros às margens do rio Loire, na cidade de Nantes, região francesas da Bretanha, onde nasceu 11 anos antes, se transforma em mais um daqueles garotos sonhadores, e fascinados por novas aventuras. Foge de casa, e embarca em um navio para assim poder desbravar novos horizontes.

A viagem não durou muito, o jovem Júlio Verne teve sua excursão abortada na primeira escala por seu pai, Pierre Verne, no porto de Paimboeuf. Monsieur Verne, um advogado de muito prestígio, sonhava ver seus dois filhos seguindo a carreira de advogado, nunca a de marujo. Ao resgatar Júlio, aplicou-lhe uma inesquecível surra de chicote.

A coça de nada adiantou. Verne não perdeu seu fascínio pelo mar e pelas aventuras.

Sua determinação o levou mais tarde a se tornar o pai da ficção cientifica, resultado de seus inúmeros livros que descreviam diversas engenhocas ainda não conhecidas entre os séculos XVIII e parte do XIX, como helicópteros, submarinos e até a cápsula que levou o homem à Lua, em 1969. Um desses livros tem o título de Vinte Mil Léguas Submarinas, e foi lançado em 1870. O best seller fez com que o renomado oceanógrafo Jacques Cousteau considerasse Verne uma das leituras fundamentais de sua infância, e o agradece por ter-lhe indicado o caminho de explorador dos mares.

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26 Dezembro, 2008

NADA SE CRIA, TUDO SE COPIA

Será que a música é movida pela mistura?


Pastor flautista. Pintura de Sophie Anderson

Que a música é movida pela mistura, todo amante de qualquer gênero sabe. Já que a própria é concebida pela relação influência/ influenciado, durante a composição da mesma. Então taí a resposta.

Se existe influência, existe mistura. Isso porque nenhum artista musical é cem porcento influenciado.
Ele absorve o que mais venha a lhe servir para sua formação musical, e adiciona seu toque próprio, o que deixará sua marca na música que está compondo.

Só deve-se ter cuidado para não transformar um arranjo novo numa loucura de sons, ao risco de ser taxado pelos críticos musicais como um “sem influências”, uma vez que, a grande maioria dos jornalistas especializados em música, sempre busca uma estereotipação para um cantor ou músico emergente.

Por outro lado, isso também pode ser um aliado do músico inovador. Um exemplo é o músico baiano Tom Zé, que com uma mistura de sons desconexos consegue tirar um som aceito pela crítica, o qual é derivado de um sem fim de ritmos, que vai do Samba ao Forró, e até a MPB.

Ou seja, como fez Chacrinha, lá nos anos 80, criando a frase amalgâmica: “Nada se cria, tudo se copia”, a partir da citação de Lavoisier; “Na natureza nada se cria tudo se transforma”, foi à prova de que uma mistura feita a partir de outra boa mistura sempre dá certo.




LP de Tom Zé lançado na década de 70

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15 Dezembro, 2008

O ELEITO*

Um eleito possui a inquietude da aprendizagem e do conhecimento como se fosse uma força interior capaz de revelar-lhe a realidade do mundo para criar os elos de uma cadeia de sabedoria que está fora e mais além da humanidade, e que o levará a desvendar o segredo dos sábios. Esse maravilhoso tesouro que ninguém ainda viu, e cujas portas estão fechadas para muitos, só é acessível a quem o procura seguindo os sinais e os caminhos adequados.

*Trecho do livro Grimpow - O Caminho Invisível (Rafael Ábalos)

07 Dezembro, 2008

CONSÓRCIO:

A melhor saída para quem pensa em comprar um carro zero em tempos de crise



Com crise, ou sem crise econômica, o consórcio é, e há mais de 30 anos vem sendo uma forma inteligente para quem é bem educado financeiramente e abomina pagar juros só pelo capricho de obter no ato do pagamento as chaves do carro ou da casa.


Sem juros, mas com taxa de administração, que varia entre 0.11% e 0,34% ao mês, o consórcio é sem dúvida a saída para o comprador menos ansioso que consegue poupar o necessário para ofertar o lance, ou esperar a contemplação do bem por sorteio, como explica a consultora de vendas da Sanave (Volkswagen) Valdileide dos Santos: “por mês, a média de veículos retirados no consórcio são em torno de quatro; sendo um por sorteio e três por lance. Estes números podem variar, a depender do fundo de caixa do grupo, que poderá liberar mais ou menos contemplações”.


Outra vantagem é que, ao final do plano, o consorciado não terá a frustrante sensação de ter pagado o valor de quase dois produtos quando só adquiriu um.
Comparando com o financiamento, forma de parcelamento que a maioria das pessoas confia, pelo fato de ter a garantia imediata do bem no ato da compra, está girando em torno de 1.79% a.m. Um carro com valor aproximado de R$ 30.000, se comprado pelo sistema de financiamento, pode chegar a um valor final de 62.220 em um prazo de 60 meses.


Já esse mesmo automóvel no consórcio ficaria com o mesmo número de meses por aproximadamente R$ 34.000. Essa vantagem é o que faz do consórcio a melhor opção de compra a curto, médio, e longo prazo. “Através do consórcio você pode adquirir o seu bem logo na primeira assembléia, mas para que isso aconteça, é necessário que o cliente faça um planejamento com um profissional de consórcio a fim de que este venha fazer selecionar um grupo que atenda às necessidades daquele cliente”, explica o consultor de Consórcio da Grande Bahia (GM/Chevrolet), Valdson Ferreira.

Já a também consultora Paula Boaventura, vendedora na Baviera (Volkswagen) cita um, entre inúmeros casos de clientes, que entraram no financiamento de um, e depois de dois anos pagando percerbeu que o carro já estava com um índice de desgaste acentuado, com a agravante de ainda estar faltando mais da metade das parcelas à vencer. "Foi uma frustação só. Um rapaz chegou lá na loja dizendo que vai vender o carro mesmo que não consiga tirar o valor já pago, só pra se livrar das parcelas restantes", relata.

Outro caso semelhante, mas com uma depreciação de preço ainda maior, pelo fato do veículo se tratar de um semi-novo (um Chevrolet Celta ano 2003) é o de Alan Sales, que apesar de vendedor, não observou as dicas para poupar dinheiro e se deixou levar pela pressa de ter o carro em mãos. "Rapaz, estou pensando em vender esse carro, já que vejo que vou me dar mal no final. Ele já apresenta problemas e ainda falta cerca da metade das parcelas para quitá-lo," preocupa-se Sales.

Mas para aquele cliente que possui uma necessidade imediata em adquirir o bem, e não dispõe de nenhum valor para ofertar como lance, a opção para ele não é o consórcio, e sim o financiamento, já que o interessado vai poder fazer a retirada imediata do bem o financiando em cem por cento. Vale ressaltar que atualmente o sistema de consórcio representa 30% de todo o faturamento de veículos no mercado nacional.

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26 Novembro, 2008

O VERDADEIRO OLHAR ATRAVÉS DA JANELA

“Que as forças cegas se domem pela visão que a alma tem!”
Fernando Pessoa


Wagner Ferreira

O documentário “A Janela da Alma”, lançado em 2002, e dirigido por João Jardim e Walter Carvalho, acerta em cheio a úlcera dos tempos modernos; a falta de sensibilidade do ser humano para com o outro, e a efemeridade do áudio visual aliado a sua orgia transmitida de forma enlatada pela televisão.

O homem a cada dia mais egoísta, mais egocêntrico, e, por isso, não consegue enxergar com os verdadeiros olhos os detalhes e as belezas das coisas simples da vida. As informações chegam a todo instante e a toda hora, não dando espaço para absorvermos todo esse catatau de forma proveitosa.

O escritor português José Saramago, depoente no filme, observa o lado físico do olho. Em seu comentário, Saramago diz que, se o homem tivesse uma visão tão apurada quanto a de um falcão, este gostaria menos de coisas vistas com olhos comuns tidas como singelas. O escritor completa, e faz uma analogia com a pele de uma mulher, por exemplo. Esta, a primeira vista, tão lisa e delicada. Mas se usarmos uma lente de aumento, imitando a visão do falcão, é possível ver diversas imperfeições, orifícios e pêlos; detalhes que tornariam uma donzela bem menos agradável aos olhos de um homem viril.

Entre os 19 depoimentos abordados no documentário, um tema em comum; diferentes níveis de miopia, os quais são explicados também de formas distintas, mas com ricas contribuições ao nosso intelecto. Isso não só pelo fato de advirem de personalidades, e sim pelo fato de tornar essas mesmas pessoas cidadãos comuns diante de suas deficiências, e, acima de tudo, reféns destas.

Outro destaque para o relato do cineasta Alemão, Win Wenders, conhecido por dirigir o documentário sobre a banda cubana, Buena Vista Social Club. Wenders revela a abundancia de coisas ao nosso redor, que por falta de tempo, ou desinteresse, deixamos passar despercebidas todos os dias.

Mesmo assim, a produção, quer seja midiática ou cultural, é contínua, e segue inchando e poluindo nossos olhos e ouvidos.
O cineasta ainda revela sobre o seu costume do uso dos óculos, e assume que não consegue mais conviver sem eles. Ele diz já ter tentado usar lentes, mas que não se adaptou. “Sinto que sem os óculos vejo demais, não quero ver tanto, prefiro ver as coisas de forma mais contida.”

A cada final de entrevistas, Walter Carvalho buscou fotografar imagens que repensam o ato de ver, ou mesmo ressaltam um sentimento existente naquele momento. Esse é o sentido do primeiro plano do filme. As imagens sem foco que saem da tela preta, surgem aos poucos até entendermos que se trata de uma fogueira sendo consumida em meio à escuridão. Essa imagem remete à alegoria da Caverna de Platão, ou seja, o retrato de uma sociedade a qual pessoas permanecem presas pela ignorância, e na ilusão de um mundo distante da verdadeira realidade.

O Filme - Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor e prêmio Nobel José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade ­ se é que ela é a mesma para todos.

Saiba Mais: "A Janela da Alma"

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